Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Galáxias anãs desafiam cientistas – entenda como

Galáxias anãs desafiam cientistas - entenda como

Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (25) (que você confere aqui) teve a presença do doutor em astronomia pela USP, Guilherme Limberg, que participa do grupo internacional DELVE, responsável por descobrir a galáxia anã Aquarius III, que orbita a Via láctea.Durante o programa, Limberg contou para Marcelo Zurita porque escolheu a astronomia e qual foi sua trajetória na área. Também explicou o que são as galáxias anãs e desmistificou o método utilizado por pesquisadores para encontrar esses objetos espaciais no céu noturno. 

O amor do pesquisador Guilherme Limberg pela astronomia começou aos 14 anos, quando um amigo o perguntou o que ele faria na faculdade. Limberg respondeu que sua vontade mesmo era fazer astrofísica, mas como era uma profissão mal-remunerada, ele decidiu fazer engenharia.

O interesse pelo cosmos e seus mistérios vinha do programa “O Universo”. Ele gostava dos assuntos, mas nunca teve a prática de olhar para o céu. O cientista disse que a parte mais técnica da astronomia é o que o chamava a atenção.

Em 2015, ele entrou na Universidade de São Paulo (USP) para cursar engenharia química. Porém, conta que após fazer um curso de férias no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), entendeu que a profissão de astrônomo era possível.

Ele fez o vestibular novamente e entrou no curso de Astronomia no IAG USP, onde se formou bacharel. Em 2020, ingressou no doutorado pela mesma instituição, tendo como objeto de pesquisa as galáxias anãs. “Praticamente todos os departamentos importantes de astronomia do planeta já tiverem alguém do IAG”, disse o pesquisador.

Atualmente, Limberg está no pós-doutorado na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Ele participa do projeto DELVE Survey, uma colaboração internacional de astrônomos que utiliza dados da Dark Energy Camera – a principal câmera do Telescópio Victor M. Blanco – para fazer a imagem de uma grande área do céu noturno e estudar os objetos espaciais captados. 

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