Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de novembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Geleira que matou brasileiro no “Parque do Fim do Mundo” está sob alerta de colapso

Geleira que matou brasileiro no "Parque do Fim do Mundo" está sob alerta de colapso

Na última quarta-feira (2), um turista brasileiro de 37 anos morreu soterrado após ser atingido por uma placa de gelo que se desprendeu do teto de uma caverna na Argentina. Embora seja um destino turístico muito procurado, autoridades do Parque Nacional da Terra do Fogo, também conhecido como “Parque do Fim do Mundo”, nas proximidades de Ushuaia, advertem desde 2021 sobre o risco de colapso.

#CerroCuevadeJimbo #Ushuaia Desprendimiento de placas de hielo sobre un turista brasileño, quitandole la vida. pic.twitter.com/dfWNLjEeUn

Até quinta-feira (3), a vítima era tratada como desconhecida, por estar sem documentos. Agora, já se sabe que se trata de Dennis Cosmo Marin, segundo apurado pelo site G1. Ele era publicitário, natural de São Paulo, e estava há quase quatro anos viajando de Kombi pela América do Sul com sua gata de estimação, chamada Lince. Na postagem abaixo, de 2019, Marin fala sobre a companheira de aventuras.

Em nota, o Itamaraty informou que “vem prestando a assistência cabível à família da possível vítima”. Não se tem notícia do destino da gata.

Situado no extremo sudoeste do arquipélago de mesmo nome, o Parque Nacional da Terra do Fogo tem uma área de 68.909 hectares, e fica a somente 12 km de distância da cidade de Ushuaia, estendendo-se desde a Sierra de Injoo Goiyin (ou de Beauvior), a norte do lago Fagnano, até a costa do canal de Beagle.

Apenas 20 km2 do extremo meridional são abertos ao público, estando a restante área catalogada como “reserva estrita”. O Tren del Fin del Mundo (comboio do fim do mundo) é o meio mais usual para os turistas visitarem o parque, partindo da “Estación del Fin del Mundo”, 8 km a oeste de Ushuaia, a cidade mais ao sul do globo.

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