
Uma visita a Pompeia possibilita entender um pouco dos horrores vividos pela população da antiga metrópole quando o Vesúvio explodiu em 79 d.C. Estátuas feitas de gesso mostram exatamente a posição e as expressões de pessoas e animais que foram mortos durante a catástrofe. Mas agora, uma pesquisa revelou que o gesso pode ter contaminado os restos mortais e impossibilitado seu estudo.
Quando o vulcão entrou em erupção, as cinzas vulcânicas se calcificaram em torno dos corpos, que depois se decompuseram e formaram moldes que foram preenchidos com gesso séculos depois na década de 1870.
Os corpos sob a alta temperatura (acima de 250˚C) das cinzas deixadas pela corrente piroclástica sofreram um “efeito de forno” e as cinzas “cozidas” deixaram sua impressão digital em uma cavidade, restando apenas ossos para muitos séculos.
Cerca de 100 estátuas de pessoas e animais foram produzidas a partir desses moldes, e alguns dos fragmentos de osso encontrados nessas cavidades foram incorporados a elas. São estes restos mortais que os pesquisadores estão investigando para saber mais sobre a antiga Pompeia, mas alguns deles acabaram sendo contaminados pelo gesso.
Segundo Llorenc Alapont, arqueólogo da Universidade de Valência, na Espanha, e seus companheiros de pesquisa, o gesso atrapalha a análise bioquímica dos restos mortais e dificulta definir a exata causa da morte dos indivíduos.
O uso do gesso como consolidante afetou significativamente os perfis elementares de alguns ossos fundidos analisados.
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