
Anunciado nesta terça-feira (7), a empresa alemã Proxima Fusion recebeu apoio financeiro do Google em uma rodada de investimentos de €411 milhões, equivalente a US$ 468 milhões. O aporte faz parte de uma estratégia para acelerar o desenvolvimento de uma futura usina comercial de fusão nuclear no continente europeu, tecnologia que ganhou o apelido de “sol artificial” por buscar reproduzir na Terra o processo energético que ocorre no interior das estrelas.
A startup, avaliada em US$ 2,7 bilhões após a captação, pretende construir uma planta baseada na tecnologia stellarator, uma das abordagens estudadas para viabilizar a geração de energia por fusão. A companhia espera colocar em operação um equipamento demonstrador no início da década de 2030, antes da eventual usina comercial prevista para o fim daquele período.
O investimento ocorre em meio à corrida global pelo domínio da fusão nuclear, uma tecnologia que promete produzir energia abundante e sem emissão de carbono, mas que ainda enfrenta desafios técnicos antes de alcançar escala comercial.
A rodada de financiamento da Proxima Fusion foi liderada pela XTX Ventures e pela East X Ventures, com participação estratégica do Google e da empresa de energia RWE. Também entraram no grupo de investidores fundos como Plural, UVC Partners, Balderton e Cherry Ventures.
De acordo com a empresa, os novos recursos serão destinados ao aumento da produção de cabos e ímãs supercondutores de alta temperatura, além do desenvolvimento de sistemas de engenharia e fabricação necessários para a construção de dispositivos stellarator.
A fusão nuclear funciona pela união de dois átomos de hidrogênio, que formam um átomo de hélio e liberam uma grande quantidade de energia. Diferentemente das usinas nucleares atuais, que utilizam a fissão, processo baseado na divisão de átomos, a fusão ainda não chegou a uma aplicação comercial.
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