Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Google vai mapear emissões globais de metano a partir do espaço

Google vai mapear emissões globais de metano a partir do espaço

O Google anunciou uma parceria com a organização sem fins lucrativos Environmental Defense Fund (EDF) para mapear a poluição por metano e a infraestrutura de petróleo e gás do espaço. O objetivo é identificar os pontos mais críticos e diminuir as emissões.

Em março deste ano, a EDF planeja lançar o MethaneSAT, um satélite que rastreará as emissões de metano. Já o Google vai utilizar inteligência artificial para mapear a infraestrutura de petróleo e gás, e assim criar um mapa global das fontes de poluição.

A infraestrutura muda rapidamente, e manter um mapa como esse atualizado requer informações constantes. Mas isso é algo que nós, em nossos mapas e organização geográfica, acumulamos muita experiência. Achamos que essas informações são incrivelmente valiosas para empresas de energia, pesquisadores e o setor público anteciparem e mitigarem as emissões de metano.

Embora a maioria dos pactos globais para combater as mudanças climáticas se concentrem no dióxido de carbono, o metano é responsável por cerca de 30% do aquecimento global. A substância é o principal componente do chamado gás natural, e rotineiramente vaza ao longo das cadeias de suprimentos, de poços a gasodutos e aparelhos de gás. Aterros sanitários e pecuária também são grandes fontes de poluição por metano.

Especialistas destacam que o metano é 80 vezes mais potente que o CO2 no aquecimento do planeta. Por outro lado, ele permanece na atmosfera por muito menos tempo. Mesmo assim, a reduzir as emissões pode ter um impacto grande e imediato nas mudanças climáticas. As informações são da The Verge.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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