
Até os superpredadores que conhecemos hoje tinham predadores no Período Cretáceo. Há milhões de anos, a cadeia alimentar tinha um topo diferente, com répteis marinhos gigantes se alimentando de outros grandes carnívoros.
Para se ter uma ideia, até orcas, baleias cachalotes e tubarões brancos – que hoje são alguns dos maiores predadores dos mares – tinham com o que se preocupar.
O Período Cretáceo aconteceu entre 145 milhões e 100,8 milhões de anos. Em um estudo publicado no Zoological Journal of the Linnean Society, pesquisadores analisaram a Formação Baja, uma formação geológica localizada na atual Colômbia, e seus habitantes antigos.
De acordo com o estudo, a Formação Baja contava com um nível ainda maior de predadores, o nível sete, formado por répteis carnívoros gigantes, do tamanho de um ônibus, como os pliossauros. Isso porque, há cerca de 130 milhões de anos, a região era um ecossistema rico e complexo.
A pesquisa destaca a presença de répteis como os ictiossauros (semelhantes a golfinhos), os teleossauros (parecido com crocodilos) e os próprios pliossauros. Alguns desses animais chegavam a medir mais de 10 metros de comprimento.
A equipe já sabia que a Formação Baja era conhecida por abrigar répteis marinhos gigantes, mas é improvável que esses superpredadores pudessem sobreviver sem ter outros grandes animais como presa.
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