Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Hibernação e torpor: qual a diferença?

Hibernação e torpor: qual a diferença?

Os animais têm diferentes técnicas para lidar com as condições apresentadas pelos longos e congelantes períodos de inverno, que vão desde dormir até desligar funções menos essenciais do corpo, a fim de poupar energia. Mas, qual é a diferença entre a hibernação de fato e o torpor? E existem outros métodos? Vamos descobrir.

Além da hibernação e do torpor, existem outros truques usados pelos animais para sobreviverem a condições climáticas adversas, mas que são menos conhecidos. A brumação e a estivação são dois desses processos.

De acordo com o IFLScience, a brumação é mais comum em répteis e anfíbios. Nessa técnica, os animais também reduzem a respiração e a taxa metabólica, e apesar de não comerem, ainda bebem. Além disso, eles também não entram em um estado de sono tão profundo.

Já a estivação, diferente dos outros processos que estão mais relacionados às temperaturas frias, está ligada a condições de estiagem. O método é observado com mais frequência em peixes e invertebrados, ajudando esses animais a não secarem quando não há tanta água. Nesse processo, a taxa metabólica também é reduzida, mas esse estado pode terminar rapidamente quando as condições climáticas melhoram.

Os ursos são frequentemente associados ao processo de hibernação durante o inverno, no entanto, os pesquisadores acreditam que esse não é bem o caso. Esses grandes mamíferos são mais propensos ao torpor, isso porque, apesar da taxa metabólica desses animais ser bastante reduzida, sua temperatura corporal não cai.

Já os humanos, apesar de poderem entrar em estado de sono profundo, como em comas induzidos por medicamentos, não podem verdadeiramente entrar em hibernação. Apesar disso, esses truques dos animais para sobreviver a mudanças adversas têm sido estudado pela NASA para aplicação em viagens espaciais de longa distância.

Compartilhe