Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de março de 2023 · 2 min de leitura ·

Hipátia de Alexandria, a mulher que viveu para a Ciência e morreu pela ignorância

Hipátia de Alexandria, a mulher que viveu para a Ciência e morreu pela ignorância

Em 1977, a ONU – Organização das Nações Unidas reconheceu o dia 8 de março como “Dia Internacional da Mulher”. É uma data que celebra a luta das mulheres pelas igualdades de direitos e condições de trabalho. Mas quem procurar o porquê desse dia ser celebrado no 8 de março, não vai encontrar uma resposta muito simples. 

O 8 de março já era adotado como o dia da mulher desde 1917 na Rússia, quando cerca de 90 mil operárias protestaram contra as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra. O início do Século XX foi um período de intensas lutas pelos direitos das mulheres. 

Naquela época houveram várias outras manifestações e iniciativas de criação de um Dia da Mulher nos Estados Unidos, na Rússia e em toda a Europa. Mas segundo a Organização Internacional do Trabalho, o fato que marcou a história para a celebração moderna do Dia Internacional da Mulher foi um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova Iorque, que matou 123 trabalhadoras, em 25 de março de 1911.

Só que a história que vou contar hoje não é, mas bem que poderia ser, o motivo do Dia Internacional da Mulher ser celebrado no dia 8 de março. A história de Hipátia de Alexandria, uma mulher que fez a diferença no seu tempo, mas que sofreu e morreu por conta da ignorância e do preconceito, há mais de 1600 anos. 

Hipátia foi uma das mulheres mais influentes no Egito no início do Século V. Era uma cientista e trabalhava na Biblioteca de Alexandria, que era a maior fonte de conhecimento de todo mundo. Lá estava armazenado grande parte de tudo aquilo que já havia sido escrito pelo homem, em qualquer área do conhecimento e da literatura.

Ela era filósofa, matemática, astrônoma, médica e diretora da escola de filosofia neoplatônica em Alexandria. Na Astronomia, Hipátia cartografou corpos celestes, confeccionou planisférios, revisou o Almagesto de Ptolomeu e aprimorou o astrolábio. 

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