
Nossos ancestrais costumavam olhar muito para o céu. Não é por acaso que as estrelas fazem parte de muitos relatos da antiguidade. Pensando nisso, pesquisadores decidiram encontrar qual poderia ter sido a inspiração da primeira história que se tem conhecimento.
Segundo eles, a resposta está nas Plêiades, também conhecidas como as Sete Irmãs, um dos aglomerados estelares mais reconhecíveis no céu noturno. Elas se formaram há cerca de 100 milhões de anos e estão ente as mais brilhantes.
A semelhança entre as histórias impressiona ainda mais pelo fato dessas culturas não terem tido contato por milhares de anos. Os ancestrais dos europeus e dos australianos se separaram há cerca de 100 mil anos, quando saíram da África, e só voltaram a se encontrar em 1788, quando os britânicos invadiram a região.
Isso sugere que a história das Sete Irmãs pode ter sido contada à luz das fogueiras num passado bastante remoto. O que corrobora com esta visão é justamente o que já foi citado aqui: como os mitos falam de sete estrelas se apenas seis são visíveis?
A resposta para esta pergunta é puramente científica. Através de simulações, os pesquisadores descobriram que há 100 mil anos uma sétima estrela, Pleione, teria sido visível. Hoje, ela está muito perto de Atlas e, portanto, parecem uma única estrela quando vistas a olho nu.
Em artigo publicado no The Conversation, Ray Norris, professor da Western Sydney University, na Austrália, afirma que “é possível que as histórias sejam tão antigas que nossos ancestrais contavam elas uns aos outros ao redor de fogueiras na África, há 100 mil anos atrás”. É claro que não é possível ter certeza disso, mas está poderia ser a história mais antiga da humanidade.
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