Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Histórico: Energias renováveis ​​ultrapassam carvão na matriz global

Histórico: Energias renováveis ​​ultrapassam carvão na matriz global

Pela primeira vez na história, as energias renováveis ​​ultrapassaram o carvão na matriz elétrica global, chegando a 5.072 TWh no primeiro semestre de 2025, um aumento de 7,7%. Fontes limpas representam 34,3% de toda a matriz, ante 32,7%. Já o uso de carvão caiu 0,6%, chegando a 4.896 TWh, com participação caindo de 34,2% para 33,1%. Os novos dados foram divulgados pela think tank de energia Ember.

Ao mesmo tempo, a geração global de gás também caiu (-6,3 TWh, -0,2%), mantendo sua participação de apenas 23% na matriz elétrica global. As quedas no carvão e no gás compensaram um pequeno aumento em outros combustíveis fósseis (+10 TWh, +2,5%), resultando em uma queda geral de 27 TWh (-0,3%) na geração de combustíveis fósseis.

O uso e as emissões de carvão caíram na China e na Índia, com a energia eólica e solar atendendo a todo o crescimento da demanda por eletricidade. Na União Europeia, o gás e, em pequena medida, o carvão aumentaram sua geração para compensar as quedas na geração hidrelétrica, bioenergética e eólica, diz o relatório.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o carvão subiu, mas o gás caiu devido à troca de gás por carvão e porque a geração de energia renovável não cresceu o suficiente para atender ao crescimento da demanda. No início do ano, o presidente Donald Trump publicou uma série de medidas que incentivam a reabertura de usinas de carvão no país, como informou o Olhar Digital.

As emissões globais de CO2 por parte do setor elétrico tiveram uma leve queda de 0,2%, praticamente estagnadas. E isso tem uma explicação: a energia solar e eólica superaram o crescimento da demanda — sem isso, as emissões teriam aumentado em cerca de 236 MtCO2 (+3,9%) globalmente, o que equivale a quase todas as emissões (251 MtCO2) da África no primeiro semestre de 2025.

Entre as quatro economias responsáveis ​​pela maioria das emissões globais (64%), as emissões caíram na China (-46 MtCO2, -1,7%) e na Índia (-24 MtCO2, -3,6%), com a eletricidade limpa superando o crescimento da demanda nesses países, segundo o relatório.

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