Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

Histórico: sonda da NASA observa jato de plasma solar por dentro pela primeira vez

Histórico: sonda da NASA observa jato de plasma solar por dentro pela primeira vez

De vez em quando, o campo magnético do Sol “arrota” jatos colossais de plasma para o espaço. São as chamadas ejeções de massa coronal (CMEs). 

Se uma CME atinge a Terra, pode provocar tempestades geomagnéticas que podem ser fracas, moderadas, severas ou fortes, resultando, normalmente, em auroras espetaculares – e, em alguns casos, em interrupções de redes elétricas, falhas em sistemas de comunicação e até arrasto de satélites.

Um artigo publicado na segunda-feira (1º) no periódico científico Astrophysical Journal revela a primeira vez que a sonda solar Parker, da NASA, observou dentro de uma CME expelida por uma erupção solar, em novembro de 2021.

Segundo o artigo, o instrumento de detecção de luz visível WISPR (sigla em inglês para Imageador de Campo Amplo da Sonda Solar Parker Solar) registrou redemoinhos no interior do jato, que indicam a evolução da turbulência durante a interação entre uma CME e o vento solar circundante na área ao redor do Sol, conhecida como espaço circunsolar.

Esses redemoinhos são o que os físicos chamam de instabilidades de Kelvin-Helmholtz (KHI). De acordo com os cientistas, os eventos KHI ocorrem sempre que um pedaço de fluido em movimento rápido interage com outro. 

Normalmente vistos na atmosfera da Terra como sequências de nuvens em forma de onda crescente, os eventos KHI resultam do intenso cisalhamento (deformação) do vento entre diferentes altitudes da nuvem. 

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