
Esta terça-feira (7) entrou para a história da astronomia como o dia em que foram divulgadas as primeiras imagens científicas do Telescópio Espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA).
Os cientistas da missão se reuniram em Darmstadt, na Alemanha, para apresentar ao mundo e debater as cinco primeiras capturas operacionais coloridas do cosmos distante feitas pelo revolucionário equipamento, em uma live que teve início às 10h15 (pelo horário de Brasília), nas plataformas digitais da agência.
Nunca vimos imagens astronômicas como estas antes, contendo tantos detalhes. Elas são ainda mais bonitas e nítidas do que poderíamos esperar, mostrando-nos muitas características inéditas em áreas bem conhecidas do Universo próximo.
Euclid tem a missão de investigar como o Universo se expandiu e como a estrutura em grande escala está distribuída no espaço e no tempo, revelando mais sobre o papel da gravidade e a natureza da energia escura e da matéria escura. Para atingir esse objetivo, o telescópio está preparado para obter imagens ultranítidas de grandes faixas do céu em comprimentos de onda visíveis e infravermelhos.
Durante seu trabalho, o observatório espacial europeu fará uso de lentes gravitacionais fracas, um fenômeno cósmico que ocorre devido ao alinhamento casual de galáxias ou conglomerações de matéria, o que permite que galáxias em primeiro plano se comportem como uma lente de aumento gigante de objetos que estiverem atrás delas.
Como a matéria visível compreende apenas 10% ou mais da massa total da maioria dos aglomerados de galáxias, os cientistas suspeitam que partículas invisíveis de matéria escura sejam responsáveis por grande parte desse efeito.
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