
Cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, criaram uma réplica digital de 1 km da Terra. O modelo realizou modelagens climáticas com precisão e pode melhorar o entendimento das dinâmicas do nosso planeta – algo que pode, inclusive, tornar a previsão do tempo mais confiável por aqui.
No entanto, o projeto precisou de um poder computacional enorme, o que deixa dúvidas sobre a viabilidade prática.
Em artigo publicado no servidor de pré-impressão arXiv no início deste mês, pesquisadores descreveram uma réplica digital da Terra com resolução de 1,25 km. O modelo combina previsão do tempo e modelagem climática, e pode ajudar a melhorar o entendimento do nosso planeta.
Estima-se que existam 336 milhões de “células” que cobrem toda a terra e o mar da Terra. Para criar a réplica, a equipe reproduziu o mesmo número de células atmosféricas exatamente acima das células terrestres. No total, foram mais de 672 milhões delas incluídas no modelo.
Essas células ajudam a definir pontos de estudo na Terra. Cada um delas reflete um ponto de análise no planeta e os pesquisadores dividiram as dinâmicas observadas nelas em duas categorias: dinâmicas rápidas e lentas.
As rápidas são os ciclos de energia e água, que ajudam a definir o clima. Para dar conta de rastrear esses sistemas com precisão, a réplica precisa de uma resolução altíssima – por isso o modelo precisou ter 1,25 km. Já os sistemas lentos são aqueles do ciclo de carbono, mudanças na biosfera e no oceano. No geral, eles refletem as tendências do planeta ao longo dos anos.
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