
Durante 18 anos, o mecânico Tim Friede, de Wisconsin (EUA), realizou um experimento radical em si mesmo: injetou mais de 800 vezes veneno de diferentes espécies de cobras venenosas em seu próprio corpo.
Embora parecessem apenas feitos excêntricos (e perigosos), suas ações resultaram em algo extraordinário: a base para o desenvolvimento de um antídoto universal contra picadas de cobra.
Se os testes em humanos forem bem-sucedidos, esse antídoto poderá substituir os atuais tratamentos altamente específicos e caros, trazendo enormes benefícios para países como a Índia, onde existem dezenas de espécies venenosas.
Além da eficácia, o uso de anticorpos humanos como os de Friede pode evitar reações adversas causadas por antivenenos feitos com anticorpos de animais, como cavalos.
A equipe estuda a criação de um único coquetel pan-antídoto, ou duas versões distintas: uma para as cobras da família dos elapídeos e outra para os viperídeos, dependendo da região do mundo.
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
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