Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de setembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Hubble detecta mais buracos negros que o esperado no início do Universo

Hubble detecta mais buracos negros que o esperado no início do Universo

Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada por cientistas do Departamento de Astronomia da Universidade de Estocolmo, na Suécia, descobriu mais buracos negros no início do Universo do que se acreditava anteriormente.

Realizada com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, a pesquisa pode ajudar a compreender melhor a formação dos buracos negros supermassivos, que desempenham um papel fundamental na evolução das galáxias.

Atualmente, os especialistas não têm uma explicação completa de como os primeiros buracos negros se formaram logo após o Big Bang. Sabe-se, no entanto, que buracos negros supermassivos, com massas superiores a um bilhão de vezes a do Sol, já existiam no centro de várias galáxias quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos. 

Em um comunicado, Alice Young, doutoranda da Universidade de Estocolmo e coautora do estudo publicado no The Astrophysical Journal Letters, disse que “esses objetos parecem ser mais massivos do que pensávamos para essa época – ou se formaram muito grandes ou cresceram rapidamente”.

Para investigar a ligação entre a evolução das galáxias e os buracos negros, a equipe usou o Hubble para observar uma população de galáxias antigas. A análise dessas galáxias, com base em novas fotografias tiradas após vários anos, permitiu detectar variações no brilho, que indicam a presença de buracos negros. O estudo revelou mais desses monstros cósmicos do que as observações anteriores.

Os novos dados sugerem que alguns buracos negros se formaram pelo colapso de estrelas massivas e “puras”, que existiam apenas no início do Universo. Outras possibilidades para a formação incluem o colapso de nuvens de gás, fusões de estrelas em aglomerados densos e até buracos negros “primordiais”, formados nos primeiros segundos após o Big Bang.

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