Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Hubble faz imagem de galáxia espiral importante para o estudo da taxa de expansão do universo

Hubble faz imagem de galáxia espiral importante para o estudo da taxa de expansão do universo

Em meio aos procedimentos de recuperação de alguns instrumentos científicos que continuam em modo de segurança desde o dia 25 de outubro, o telescópio espacial Hubble continua trabalhando. Sua observação mais recente é de uma impressionante galáxia espiral que, segundo os cientistas responsáveis pela missão, será essencial para as pesquisas que buscam traçar a taxa de expansão do universo.

Na imagem feita pelo telescópio é possível ver galáxia espiral Mrk (Markarian) 1337, com suas estrelas cintilantes brilhando a cerca de 120 milhões de anos-luz da Terra na constelação de Virgem. 

De acordo com o site Space, Hubble priorizou os comprimentos de ondas ultravioletas e infravermelha (busca de calor) nessa imagem – renderizada em cores falsas para melhor compreensão.

Estudar galáxias distantes como essa ajuda os astrônomos a ganhar mais perspectiva sobre a estrutura de nossa própria galáxia, a Via Láctea, especialmente se elas forem do mesmo tipo. “Mrk 1337 é uma galáxia espiral fracamente barrada, o que como o nome sugere significa que os braços espirais irradiam de uma barra central de gás e estrelas”, relataram representantes da Agência Espacial Europeia (ESA) em um comunicado.

Como parte de um estudo para descobrir a rapidez com que o universo está se expandindo, a imagem será usada por cientistas liderados por Adam Riess, professor de física e astronomia da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, um dos vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2011. Naquele ano, ele foi reconhecido por provar que o universo está acelerando à medida que se expande.

Riess revelou que espera refinar a taxa de aceleração porque o universo está se expandindo mais rápido do que o esperado. Em 2019, ele sugeriu que poderíamos precisar de uma nova física para realmente resolver a questão do que está sendo observado em comparação com o que os modelos preveem.

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