
Uma nova imagem divulgada pela NASA mostra um verdadeiro espetáculo cósmico. Registrada pelo Telescópio Espacial Hubble, ela revela o aglomerado globular Messier 3 (M3), uma gigantesca concentração com mais de 500 mil estrelas reunidas pela força da gravidade.
De acordo com a NASA, a publicação também celebra os 250 anos da independência dos Estados Unidos.
O M3 é um dos maiores e mais conhecidos aglomerados globulares da Via Láctea. Esses objetos são formados por estrelas muito antigas, que nasceram praticamente ao mesmo tempo a partir da mesma nuvem de gás. Por isso, elas possuem idades semelhantes e ajudam os cientistas a investigar as primeiras fases da história da nossa galáxia. Atualmente, os astrônomos conhecem cerca de 150 aglomerados globulares distribuídos nas regiões mais externas da Via Láctea.
Apesar de sua grande massa, o Messier 3 chama atenção por outras características. Ele está relativamente distante do centro da galáxia e abriga mais de 240 estrelas do tipo RR Lyrae, o maior número já identificado em um aglomerado globular da Via Láctea. Essas estrelas variam de brilho de forma regular, permitindo aos pesquisadores calcular distâncias no Universo com bastante precisão. O princípio é semelhante ao de observar o brilho dos faróis de um carro durante a noite para estimar a distância em que ele está.
Outro destaque do M3 é a presença de aproximadamente 70 candidatas a chamadas estrelas azuis retardatárias. Elas aparentam ser muito mais jovens do que as demais estrelas do aglomerado por apresentarem coloração azul intensa, normalmente associada a temperaturas mais elevadas. A hipótese mais aceita é que essas estrelas tenham recebido matéria de uma companheira próxima, ganhando uma espécie de “novo combustível” que as faz parecer rejuvenescidas, embora sejam tão antigas quanto as demais.
Os cientistas também suspeitam que a origem do M3 seja mais complexa do que se imaginava. Estudos indicam que ele pode ter surgido da fusão de dois aglomerados globulares diferentes, que pertenciam a uma antiga galáxia anã posteriormente incorporada pela Via Láctea durante sua evolução.
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