
Você lembra o número de ondas de calor que já passaram pelo Brasil esse ano? Eu perdi as contas… Só sei que foram várias – e a situação parece ter sido pior onde eu moro, em São Paulo.
É claro que as capitais do Nordeste ou Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, continuam sendo mais quentes do que aqui. Mas, se fizermos uma comparação histórica, a amplitude térmica na capital paulista foi maior, uma vez que aqui fazia mais frio antes.
Outro fator que influencia bastante é o cenário urbano. Materiais como concreto e asfalto absorvem e irradiam calor. Veículos e unidades de ar-condicionado, por sua vez, expelem calor. Já os prédios altos bloqueiam o fluxo de vento. O resultado disso é uma espécie de sauna natural.
O nome técnico é ilha de calor. E é assim no mundo todo: grandes centros urbanos e as cidades densamente povoadas são as que mais sofrem com as mudanças climáticas. Seja no Brasil, na Europa ou nos Estados Unidos.
Chicago, por exemplo, tem um histórico de mortes ligadas às ondas de calor. Diante disso, as autoridades tentam implementar medidas para resfriar as cidades. Uma delas foi instalar telhados verdes em pelo menos 500 edifícios. A vegetação libera vapor d’água de resfriamento e atua como isolamento natural para o prédio.
Também nos EUA, Los Angeles aplicou uma outra ideia. O governo local decidiu pintar as vias de algumas das suas autoestradas com um material que reflete o sol.
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