
Pesquisadores desenvolveram uma nova abordagem baseada em inteligência artificial (IA) para aumentar a precisão de ferramentas de edição genética, reduzindo significativamente modificações indesejadas no DNA. A tecnologia, descrita em um estudo publicado na revista Nature, utiliza IA para redesenhar editores genéticos e minimizar alterações fora do alvo, um dos principais desafios da área.
A pesquisa foi comentada por Hoi Yee Chu e Alan S.L. Wong, da Universidade de Hong Kong, em um artigo do tipo News and Views publicado na mesma edição da revista, no qual destacam a relevância dos resultados.
A edição genética é uma técnica que permite aos cientistas inserir, remover, modificar ou substituir bases do DNA em organismos vivos. A tecnologia possui aplicações em diferentes áreas, incluindo a correção de mutações associadas a doenças e o desenvolvimento de culturas agrícolas aprimoradas.
Ferramentas, como o CRISPR, funcionam como “tesouras moleculares”, capazes de localizar pontos específicos do genoma para realizar essas alterações.
Apesar da precisão, o método ainda apresenta limitações. Em alguns casos, os editores genéticos podem modificar trechos incorretos do DNA ou até mesmo do RNA, gerando alterações não intencionais.
Segundo os pesquisadores, essa estratégia difere da abordagem convencional, que busca identificar possíveis erros analisando as estruturas tridimensionais do editor e das moléculas de DNA.
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