
Um remanescente de supernova é uma nuvem em expansão de gás e poeira que marca a última fase da vida de uma estrela, depois de explodir. Até agora, o número de restos de supernovas detectados pelos astrônomos com radiotelescópios é muito baixo – cinco mil vezes menor do que o previsto em modelos computacionais.
Então, onde estariam os demais? Combinações de dados de dois dos principais radiotelescópios da Austrália, o Australian Square Kilometer Array Pathfinder (ASKAP) e o Parkes/Murriyang, foram usadas por pesquisadores canadenses para responder a essa pergunta – revelando, de quebra, rádio imagens únicas da Via Láctea que, juntas, trazem a visão mais detalhada já obtida da galáxia.
No registro, é possível notar filamentos finos e nuvens aglomeradas associadas ao gás hidrogênio preenchendo o espaço entre as estrelas. Vemos também os locais em que novas estrelas estão se formando, além dos remanescentes de supernovas.
Apenas na região analisada, que corresponde a cerca de um por cento de toda a Via Láctea, foram detectados mais de 20 possíveis remanescentes de supernovas até então desconhecidos (onde somente sete já haviam sido identificados).
Andrew Hopkins, astrofísico de renome internacional e atual presidente da Sociedade Astronômica da Austrália, lidera o Programa do Mapa Evolutivo do Universo (EMU, na sigla em inglês), “um projeto ambicioso com a ASKAP para fazer o melhor atlas de rádio do Hemisfério Sul”.
Segundo ele, o EMU medirá cerca de 40 milhões de novas galáxias distantes e buracos negros supermassivos, para ajudar os astrônomos a entender como as galáxias mudaram ao longo da história do Universo.
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