
Investigadores de Pittsburgh, na Pensilvânia, EUA, descobriram um grande depósito intocado de lítio nas águas residuais de uma indústria de fracking – técnica usada para extrair gás de xisto ou folhelho do solo. De acordo com a equipe, o reservatório é grande o suficiente para atender quase metade das necessidades de lítio do país. A descoberta foi publicada na Scientific Reports.
A mineração de lítio é muito importante para os investimentos em energia renovável no país, mas, atualmente, apenas um reservatório nos Estados Unidos é capaz de suprir parte da alta demanda – o que ainda torna necessário importar o metal de outros países. A expectativa é que, com o novo reservatório, o país consiga aumentar os níveis de produção interna.
A Pensilvânia está localizada em uma rocha sedimentar rica em gás natural conhecida como Marcellus Shale, formada há milhões de anos em decorrência de atividade vulcânica. As cinzas depositaram lítio nas rochas e, com o passar do tempo, as águas subterrâneas foram “minerando o subsolo” e expondo uma enorme quantidade da substância, como explica Justin Mackey, que fez parte da descoberta, ao TechXplore.
A equipe acredita que o novo reservatório “tem a capacidade de fornecer rendimentos significativos de lítio num futuro próximo”, podendo suprir de 30% a 40% da demanda atual nos EUA. Os investigadores também destacam que não foi possível medir com exatidão a quantidade disponível. “Nós simplesmente não sabíamos quanto havia.”
Entretanto, antes de utilizar o lítio encontrado, ainda é preciso estudar as técnicas e os possíveis impactos ambientais da extração. “As águas residuais do petróleo e do gás são um problema crescente. No momento, elas são minimamente tratadas e reinjetadas”, explica Mackey.
Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.
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