
Os polos da lua mudaram como resultado de impactos de asteroides ao longo de bilhões de anos, mostra nova pesquisa.
Os astrônomos há muito usam crateras lunares para traçar a história da lua e de todo o sistema solar, porque a distribuição da destruição deixada pelos impactos de asteroides pinta um quadro das condições violentas encontradas no jovem sistema solar.
A nova pesquisa, publicada nesta segunda-feira (19) na revista The Planetary Science Journal, “vira a mesa” sobre esses estudos, simulando a remoção de milhares de crateras e também considerando os impactos de crateras menores, retrocedendo assim 4,25 bilhões de anos de história lunar.
Os pesquisadores, baseados no Goddard Space Flight Center da NASA em Maryland, descobriram que, à medida que a lua era atingida por asteroides, seus polos norte e sul vagavam cerca de 10 graus de latitude – equivalente a cerca de 300 quilômetros.
Os polos geográficos da lua estão localizados onde seu eixo de rotação – a linha imaginária em torno da qual ela gira – intersecta a superfície lunar. A simulação mostrou que enquanto o corpo da lua se movia, o eixo rotacional permanecia fixo.
A descoberta pode esclarecer como o satélite natural da Terra evoluiu e pode ajudar os pesquisadores a localizar água e outros recursos que podem ser usados para futuras missões espaciais tripuladas. Os cientistas encontraram água congelada em regiões frias e sombrias nos polos da lua, mas quanta água existe é um mistério.
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