
Qin Shi Huang foi o primeiro imperador a unificar o então território da China, em 221 a.C. Mas ele tinha um objetivo muito maior: a busca pela vida eterna. Há quem acredite que o líder chinês acabou morrendo após ingerir poções com mercúrio destinadas a conceder-lhe a imortalidade.
O que os pesquisadores realmente sabem é que ele financiou grandes expedições e experimentos em busca do mítico “elixir da vida”. Elas tinham como destino o leste do Japão, mas uma inscrição recém-descoberta sugere que uma missão semelhante foi realizada para o oeste.
Um relatório da mídia estatal chinesa citou uma inscrição encontrada no planalto Qinghai-Tibet. O local fica perto do Lago Zhaling, na província de Qinghai. Essa é uma região de alta altitude na nascente do Rio Amarelo, a mais de 4.300 metros acima do nível do mar e a cerca de 1.500 quilômetros da capital de Qin, Xianyang.
Os arqueólogos descobriram 37 caracteres esculpidos em uma pedra. A mensagem descreveria uma busca real realizada em 221 a.C. Segundo os pesquisadores, o conteúdo diz: “No 26º ano do Imperador Qin Shi Huang, o Imperador despachou os cinco Grão-Mestre Yi, principais alquimistas, para viajar de carruagem para o Monte Kunlun em busca do elixir da vida. Eles chegaram a este local no Jimao [primeiro] dia do terceiro mês. Eles seguiram aproximadamente 150 li (cerca de 75 km) até seu destino final.
De acordo com a equipe, a descoberta é fundamental na busca pelo Monte Kunlun, um local mítico supostamente ligado à imortalidade. Apesar dos relatos sobre a existência do local, a verdadeira localização (se é que existe) permanece em debate.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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