
Na geologia, existe uma maneira de descobrir a origem, idade e processos geológicos de um determinado material, como o solo ou rochas. Um grupo de pesquisa levantou a hipótese de que a técnica também pudesse ser aplicada na medicina, especificamente nas investigações sobre o câncer. E eles estavam certos!
Com os conhecimentos da ciência geológica, foi possível identificar a “impressão digital” do câncer ao nível atômico. Isso pode permitir diagnósticos mais rápidos, importantes para a sobrevivência em casos da doença.
Para investigar certos materiais, pesquisadores do campo da geologia analisam as variações naturais na distribuição de isótopos de hidrogênio para obter informações sobre diversos processos geológicos e biológicos.
Os isótopos de hidrogênio são diferentes versões do mesmo elemento, com o mesmo número de prótons, mas diferentes números de nêutrons. O deutério é um dos mais estáveis deles e se distingue por possuir um nêutron extra. Na Terra, é menos abundante do que o hidrogênio comum.
Essa técnica estuda as diferentes proporções de isótopos de hidrogênio em materiais geológicos, como rochas antigas e mantos de gelo. A distribuição deles revela informações sobre sua formação e história.
Dentro do nosso corpo também existem esses conjuntos de átomos de hidrogênio. Se podem revelar segredos da terra, por que não do nosso organismo? A questão levou a descoberta da “impressão digital” do câncer.
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