Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Incêndio na Ilha de Páscoa que queimou estátuas sagradas foi registrado do espaço

Incêndio na Ilha de Páscoa que queimou estátuas sagradas foi registrado do espaço

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, um incêndio se espalhou no início deste mês pela Ilha de Páscoa, área chilena localizada ao sudeste do Oceano Pacífico, queimando a paisagem e danificando muitas das cerca de 900 estátuas conhecidas como Moais, esculpidas entre os séculos 10 e 16.

O fogo se iniciou perto de Rano Raraku, uma cratera vulcânica extinta, onde as marcas de queimaduras aparecem como uma grande cicatriz marrom no lado leste da ilha em fotos feitas pelo instrumento Operational Land Imager-2 (OLI-2) do satélite Landsat 9, da NASA.

Situada a cerca de 3,5 mil km a oeste do Chile, a Ilha de Páscoa é muito famosa pelas “cabeças monumentais” criadas pelo povo Rapa Nui. Com apenas 101 km2 de área, essa é a ilha povoada mais remota do planeta, com uma população de 7.750 habitantes, de acordo com o censo de 2017.

Diferentemente do que se acreditava, o incêndio pode não ter tido origem em causas naturais, como a atividade vulcânica. Para Edmundo Edwards, diretor da Fundação Planetário Rapa Nui, tudo foi iniciado, provavelmente, pela ação humana.

“Desde a época em que a ilha era um rancho de ovelhas no início dos anos 1900, era costume queimar a grama seca para que seus novos brotos fornecessem boa alimentação para ovelhas e gado”, disse Edwards, em entrevista ao site Newsweek. “Isso era normalmente feito por volta de junho e julho, pouco antes das chuvas de inverno, e quando havia um vento forte para que o fogo varresse toda a terra e, assim, as raízes da grama fossem salvas e brotassem com a primeira chuva”, disse ele à Newsweek.

“Ainda hoje, os fazendeiros continuam ateando fogo na grama, embora isso agora seja proibido quando a ração do gado se torna escassa. Esta é, sem dúvida, a origem deste incêndio, mas ninguém afirma tê-lo causado”.

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