Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Incidente no Ipen: o que é o tecnécio que abastece 2 milhões de exames por ano no Brasil

Incidente no Ipen: o que é o tecnécio que abastece 2 milhões de exames por ano no Brasil

Um incidente com tecnécio-99m ocorrido em 29 de maio no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), no campus da USP em São Paulo, veio a público nesta quinta-feira (11) após denúncia do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Sindsef-SP), conforme apuração do G1.

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou o episódio por meio de nota oficial. O caso foi registrado internamente como Relatório de Ocorrência nº 04/2026 e encaminhado à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN).

O instituto é o principal fornecedor de radiofármacos do Brasil. Atende 430 clínicas e hospitais em todo o país e contribui para cerca de 2 milhões de procedimentos médicos por ano – muitos ligados ao diagnóstico e tratamento de câncer, segundo a CNEN.

Segundo reportagem do G1, em 29 de maio, a roupa de um técnico do Centro de Radiofarmácia foi contaminada durante a produção de geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m. Em 1º de junho, um traço de contaminação foi encontrado no calçado de um segundo operador.

Os dois trabalhadores foram submetidos a exames de contagem de corpo inteiro, que avaliam contaminação interna. Segundo a CNEN, as contagens foram baixas e não indicaram contaminação. O material ficou restrito à área controlada do instituto.

De acordo com a BBC, o tecnécio-99m é o isótopo radioativo mais utilizado no mundo para diagnósticos médicos. É injetado em pacientes e permite que câmeras especiais formem imagens de órgãos como coração, ossos e rins – nos exames de cintilografia.

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