
Um avanço emocionante na física pode ter sido alcançado recentemente, com a possível descoberta das misteriosas “bolas de cola” em um experimento de acelerador de partículas.
Essas “bolas de cola” são estados ligados de partículas de glúons subatômicas, sem quarks envolvidos, e sua confirmação poderia revolucionar a compreensão do funcionamento do Universo, segundo os físicos.
Os glúons são partículas que desempenham um papel fundamental na estabilidade dos átomos, mantendo os quarks unidos para formar prótons e nêutrons. Essa interação é parte da força nuclear forte – uma das quatro forças fundamentais da natureza, juntamente com a gravidade, o eletromagnetismo e a força nuclear fraca.
Até agora, as “bolas de cola” eram somente teorizadas, mas dados coletados no Colisor Electron-Positron II, do Instituto de Física de Altas Energias de Pequim (Ihep), na China, indicam fortemente sua real existência.
Utilizando uma década de dados e cerca de 10 bilhões de amostras de partículas esmagadas no colisor, os pesquisadores identificaram evidências de partículas com a massa prevista para as “bolas de cola”, em torno de 2.395 MeV/c2.
A partícula em questão, chamada X(2370), exibe características consistentes com as teorias das “bolas de cola”, embora mais medições e observações sejam necessárias para uma confirmação definitiva.
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