Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Inglês é uma língua muito mais difícil (e estranha) do que parece

Inglês é uma língua muito mais difícil (e estranha) do que parece

Aprender um novo idioma nunca é uma tarefa fácil, mas algumas são especialmente mais complicadas do que outras, isso principalmente em comparação com a língua portuguesa, que tem semelhanças com idiomas com a mesma base.

De acordo com um artigo do IFLScience, especialistas tentaram fazer a análise das línguas da forma mais objetiva possível. Então, um grupo de linguistas computacionais resolveram explorar as diferenças entre elas usando um banco de dados e descobriram que o inglês está entre uma das mais “estranhas” do mundo.

Alguns idiomas, como o Pirahã, uma língua indígena falada na região amazônica, tem um número reduzido de combinações (o Pirahã tem apenas oito consoantes e três vogais, combinadas para formar frases). Já outras, como o Taa, uma língua da África Austral, possui mais de 100 fonemas, sem contar a comunicação por cliques. A pesquisa concluiu que o inglês tem mais fonemas que muitas línguas, com cerca de 44 variações, dependendo da variedade regional.

O WALS diz que a média de sons vocálicos de um idioma varia entre cinco e seis sons. O inglês tem 11. Isso, sem contar os sons consonantais, que variam a pronúncia com a adição de apenas uma letra em diversos casos.

O exemplo dado pelo artigo é que o inglês tem uma formação frasal diferente para afirmações e perguntas, invertendo ordens das palavras. Ao contrário, outras línguas só mudam a entonação da frase ou adicionam uma palavra (como o caso do japonês, que adiciona o “ka” para indicar que uma afirmação virou uma pergunta).

A pesquisa concluiu que menos de 2% das línguas analisadas utilizam o mesmo padrão que o inglês. 50% usam uma partícula extra para indicar que uma frase é uma pergunta, e não uma afirmação.

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