
Um estudo publicado na revista “Environmental Research Letters” por pesquisadores da Universidade de Copenhague (UNPH) revelou uma técnica inovadora para eliminar metano de baixa concentração do ar usando luz e cloro.
O método representa um passo significativo para a remoção de gases de efeito estufa de fontes como a criação de gado, produção de biogás e estações de tratamento de águas residuais.
Matthew Stanley Johnson, professor de química atmosférica da UCPH que liderou a pesquisa, analisa que o desafio estava em tratar o metano proveniente de inúmeras fontes de baixa concentração.
Uma grande parte das nossas emissões de metano vem de milhões de fontes pontuais de baixa concentração, como celeiros de gado e suínos. Na prática, tem sido impossível concentrar o metano destas fontes em níveis mais elevados ou removê-lo. Mas nosso novo resultado prova que isso é possível usando a câmara de reação que construímos.
Como explicam os pesquisadores, o metano pode ser queimado no ar se a sua concentração passar de 4%. Porém, as emissões causadas por humanos são inferiores a 0,1% e, dessa forma, não conseguem ser queimadas.
A solução encontrada para esse problema foi a criação de uma câmara de reação que consegue eliminar até 88% do metano presente no ar. Este sistema, conhecido como Sistema Fotoquímico de Erradicação do Metano (MEPS), funciona introduzindo moléculas de cloro e iluminando-as com luz ultravioleta, provocando uma reação que decompõe o metano em dióxido de carbono, monóxido de carbono e hidrogênio.
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