
Quando pensamos em uma possível colonização de Marte, vem a mente a necessidade levar comida e recursos para a sobrevivência da humanidade, mas um elemento fundamental para tornar o Planeta Vermelho um local menos inóspito normalmente fica esquecido da equação: os insetos.
Uma pesquisa da Texas A&M University testou a importância desses animais no cultivo de plantas em um solo inóspito que imita o presente em Marte. Para tornar o solo fértil e permitir o crescimento da vegetação, os cientistas adicionaram um fertilizante natural, que consiste em resíduos deixados depois que as larvas da mosca-soldado negro terminam de comer e digerir.
O objetivo da pesquisa era investigar se o excremento e os insetos que o criaram poderiam algum dia ajudar os astronautas a cultivar alimentos e gerenciar resíduos em Marte. Isso é algo de extrema importância já que uma viagem até o planeta tende a ser longa e a quantidade de comida necessária para alimentar os tripulantes durante a estadia no planeta pode ser bem grande.
“Não podemos levar tudo conosco”, disse Lisa Carnell, diretora da Divisão de Ciências Biológicas e Físicas da NASA ao The New York Times. A solução nesse caso é justamente plantar no Planeta Vermelho. Isso, entretanto, exige elementos que não existem por lá, desde um terreno fértil, até raios de sol e água (entre outras coisas).
É aí que a pesquisa entra em ação, os insetos, como as moscas-soldados negros, e os microrganismos mantêm esses sistemas ecológicos em funcionamento. Esses insetos podem ajudar os “jardins marcianos” a serem um pouco menos hostis.
“Eles são comedores muito vorazes”, disse Hellen Elissen, pesquisadora da Universidade e Pesquisa de Wageningen, na Holanda. “Eles comem quase tudo.” E se você alimentá-los bem, eles farão muito lixo.
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