Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Invasão da Rússia à Ucrânia pode afetar toda a economia espacial

Invasão da Rússia à Ucrânia pode afetar toda a economia espacial

Nas últimas semanas, a Rússia posicionou pelo menos 100 mil soldados ao longo da fronteira com a Ucrânia, com reprovação dos EUA e de outros membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

De acordo com a revista Vice, na terça-feira (22), após o presidente russo, Vladimir Putin, receber sinal positivo do parlamento do país para enviar tropas adicionais à Ucrânia, o presidente dos EUA, Joe Biden, descreveu a ação como “o início de uma invasão russa da Ucrânia”, e decidiu autorizar novas sanções econômicas e enviar tropas americanas para os países Bálticos para proteger contra possíveis incursões.

Toda essa situação reflete de forma sensível e complicada no mundo espacial, haja vista que a Rússia é um parceiro-chave na Estação Espacial Internacional (ISS), embora os efeitos ainda não tenham sido vistos. Além disso, o país também fornece peças-chave de foguetes para duas empresas de lançamento de alto perfil dos EUA.

O foguete Antares, da norte-americana Northrop Grumman, é conhecido por lançar as missões de reabastecimento robótico Cygnus para a ISS, tendo a mais recente sido lançada no sábado (19), chegando ao laboratório orbital na segunda-feira (21). O primeiro estágio do foguete usa dois motores RD-181 projetados pela Rússia e fabricados na Ucrânia.

“Estamos obviamente monitorando a situação”, disse Kurt Eberly, diretor de lançamento espacial da Northrop Grumman, durante uma coletiva de imprensa. 

Eberly acrescentou que todo o hardware que a empresa precisa para as duas próximas missões Cygnus está disponível no local de lançamento, a Instalação de Voo Wallops, da Nasa, na Virgínia. Embora as datas para os próximos dois lançamentos ainda não tenham sido divulgadas, ele disse que a esperança é que os suprimentos sejam suficientes até que essas tensões possam diminuir, “e possamos voltar ao procedimento operacional normal”.

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