
O Mar da Galileia é, na verdade, o maior lago de Israel. O local é descrito na Bíblia como palco de alguns dos milagres de Jesus, como andar sobre as águas e a multiplicação dos pães e peixes, sendo considerado sagrado por cristãos, judeus e muçulmanos.
Por conta disso, não é difícil imaginar a reação dos mais religiosos ao descobrirem que as águas adquiriram uma tonalidade vermelha. Imagens e vídeos do fenômeno viralizaram nas redes sociais (assista aqui), levantando diversas teorias. Mas calma, existe uma explicação científica para tudo isso.
De acordo com o Ministério da Água de Israel, o estranho fenômeno foi causado pela proliferação da microalga Botryococcus braunii. Sob certas condições ambientais, estes organismos adquirem tons avermelhados a partir da produção de um pigmento natural.
Essa alga é comum em corpos de água doce e salobra em várias partes do mundo e é conhecida por produzir hidrocarbonetos semelhantes ao petróleo bruto, uma substância com potencial para a indústria de biocombustíveis. O pigmento vermelho se forma especialmente quando há intensa radiação solar, altas temperaturas e abundância de nutrientes na água.
O Mar da Galileia já registrou eventos semelhantes no passado, especialmente durante os meses mais quentes do ano. Os cientistas destacam que o pigmento gerado pelas algas não é tóxico. Testes realizados pelo Laboratório de Pesquisa Kinneret confirmaram que a água permanece própria para banho e para uso humano. A expectativa é que o lago volte ao normal nos próximos dias.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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