
Na busca incessante por vida alienígena, pesquisadores insistem no potencial de Marte como um mundo capaz de suportá-la, mesmo que em formas provavelmente desconhecidas. Isso porque o planeta já deu vários indícios de que, se não agora, pelo menos no passado pode ter abrigado micróbios que teriam deixado marcas por lá.
Em janeiro deste ano, por exemplo, um anúncio animou a comunidade científica nesse sentido: o rover Curiosity, da NASA, identificou uma mistura de isótopos de carbono em rochas na cratera Gale que, aqui na Terra, indicaria um sinal de vida.
Há 10 anos em atividade no Planeta Vermelho, o motorcraft também já encontrou picos aleatórios e sazonais de metano, um gás produzido por aqui predominantemente por atividade biológica.
A cerca de 3,7 mil km de distância da área de estudo do Curiosity, o rover Perseverance, também projetado e gerenciado pela agência espacial norte-americana, identificou misteriosas camadas em tons de roxo nas rochas no fundo da cratera Jezero, seu local de pouso. Na Terra, o verniz do deserto, produzido por microrganismos, se apresenta de forma bastante semelhante.
No entanto, nada disso é suficiente para os cientistas determinarem se Marte já foi habitado em algum momento. Afinal, quase todos os possíveis sinais de atividade biológica também podem ser explicados por algum processo geológico ou químico ainda desconhecido existente no nosso vizinho.
Isso quer dizer que fenômenos não biológicos podem ser “pegadinhas”, que “tapeiam” os cientistas de duas formas: confundindo os pesquisadores ou mesmo mascarando verdadeiros sinais da vida.
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