Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

James Webb descobre galáxia com buraco negro supermassivo

James Webb descobre galáxia com buraco negro supermassivo

Duas equipes usaram o telescópio espacial James Webb (JWST, da sigla em inglês) para estudar a galáxia GN-z11, que existia quando o Universo tinha apenas cerca de 430 milhões de anos. Esta galáxia é uma das mais jovens e distantes já observadas e desafiou os cientistas a entenderem por que é tão brilhante.

Segundo a NASA, foi encontrada evidência clara de que a galáxia abriga buraco negro central supermassivo que está absorvendo matéria rapidamente. Este é o buraco negro ativo mais distante identificado até o momento.

A equipe também encontrou indicações de elementos químicos ionizados normalmente observados perto de buracos negros supermassivos que estão absorvendo matéria.

Além disso, eles descobriram um vento muito poderoso sendo expelido pela galáxia, o que é típico de processos associados a buracos negros supermassivos.

“Encontramos gás extremamente denso que é comum nas proximidades de buracos negros supermassivos que acumulam gás”, explicou o investigador principal Roberto Maiolino, do Laboratório Cavendish e do Instituto Kavli de Cosmologia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. “Estas foram as primeiras assinaturas claras de que GN-z11 hospeda buraco negro que devora matéria.”

“A NIRCam do Webb revelou componente estendido, rastreando a galáxia hospedeira, e fonte central e compacta cujas cores são consistentes com as de um disco de acreção em torno de um buraco negro”, disse a investigadora Hannah Übler, também do Laboratório Cavendish e Instituto Kavli, segundo a ESA.

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