Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

James Webb detecta emissão surpreendente de hidrogênio no Universo antigo

James Webb detecta emissão surpreendente de hidrogênio no Universo antigo

A visão em infravermelho do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, tem trazido algumas surpresas para os astrônomos na observação do Universo primitivo. Entre elas, está a galáxia JADES-GS-z13-1-LA, localizada a 33 bilhões de anos-luz da Terra.

Com um desvio para o vermelho de 13, essa galáxia é vista como era 330 milhões de anos após o Big Bang, o que por si só já a torna uma descoberta intrigante. 

No entanto, o que realmente chamou a atenção dos pesquisadores foi a presença de um pico na Lyman-alfa, uma linha de emissão de hidrogênio. Embora a presença de hidrogênio não seja surpreendente, a emissão dessa linha tão cedo no Universo levanta questões, já que não era esperado.

Em uma publicação no X (antigo Twitter), o astrônomo Kevin Hainline, autor do artigo que descreve o estudo (disponível no repositório online arXiv e ainda não revisado por pares), destacou a relevância dessa descoberta, classificando-a como “selvagem”. 

Ele explica que essa linha de emissão de hidrogênio é comum em galáxias próximas, mas, conforme observamos o Universo mais distante e mais antigo, a radiação ultravioleta torna-se cada vez mais obscurecida. 

Isso acontece porque o Universo primitivo era opaco à radiação ultravioleta, e só se tornou translúcido cerca de um bilhão de anos após o Big Bang, quando estrelas e quasares começaram a reionizar o hidrogênio.

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