
Uma descoberta fascinante acaba de ser revelada pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA: a galáxia “morta” mais antiga já observada no Universo. Batizada de JADES-GS-z7-01-QU, ela desafia as explicações convencionais sobre o cosmos primitivo.
O que torna essa galáxia tão única é o fato de ter interrompido subitamente a formação de estrelas apenas 700 milhões de anos após o Big Bang. Nesse período cósmico inicial, muitas estrelas estavam surgindo em várias partes do Universo, alimentadas por uma abundância de gás e poeira.
Relatada recentemente em um artigo na revista Nature, JADES-GS-z7-01-QU oferece aos astrônomos uma espiada nos mistérios fundamentais da evolução galáctica em um Universo primitivo.
Em um comunicado, o autor principal do estudo, Tobias Looser, pesquisador do Instituto Kavli de Cosmologia de Cambridge, no Reino Unido, comparou o Universo primitivo a um “bufê self service” para as galáxias, destacando a necessidade de um suprimento abundante de gás para o nascimento de novas estrelas.
Surpreendentemente, as teorias atuais não conseguem explicar como JADES-GS-z7-01-QU não apenas se formou tão rapidamente, menos de um bilhão de anos após o surgimento do Universo, como também encerrou sua produção estelar de maneira tão abrupta.
Francesco D’Eugenio, um dos coautores do estudo, destacou que, normalmente, as galáxias começam a parar de formar estrelas muito mais tarde no desenvolvimento do Universo.
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