Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

James Webb encontra algo diferente na atmosfera de Júpiter

James Webb encontra algo diferente na atmosfera de Júpiter

Uma característica nunca antes vista na atmosfera de Júpiter foi observada pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA: uma nova corrente de jato de alta velocidade sobre o equador do planeta.

Liderado em conjunto por Imke de Pater, da Universidade da Califórnia-Berkeley (EUA), e Thierry Fouchet, do Observatório de Paris (frança), o programa Early Release Science foi projetado para o Webb tirar imagens de Júpiter com 10 horas de intervalo, (o que corresponde a um dia no planeta), em quatro filtros diferentes. Cada uma das capturas consegue detectar pequenas mudanças na atmosfera joviana, fornecendo informações sobre diferentes altitudes.

A descoberta da nova corrente de jato, publicada nesta quinta-feira (19) na revista Nature Astronomy, foi feita a partir da NIRCam (Câmera de Infravermelho Próximo), instrumento sensível às camadas mais altas da atmosfera.

Geralmente, imagens dessas altitudes feitas com sensores de infravermelho próximo embaçam as nuvens na altura do equador do planeta, no entanto, o telescópio mais poderoso atualmente foi capaz de observar os detalhes mais sutis dessa região e encontrar o recurso até então desconhecido.

Isto é algo que nos surpreendeu totalmente. O que sempre vimos como neblinas turvas na atmosfera de Júpiter aparecem agora como características nítidas que podemos acompanhar juntamente com a rápida rotação do planeta.

Embora as observações do James Webb tenham fornecido dados de alta resolução que permitiram detectar a corrente de jato, os pesquisadores também usaram informações do Telescópio Espacial Hubble coletadas no dia seguinte às suas capturas. Nessas imagens, foi possível obter novas informações acerca da região equatorial de Júpiter e observar o desenvolvimento de tempestades convectivas que não estão conectadas ao jato.

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