Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

James Webb encontra possível planeta em estrela “gêmea” mais próxima do Sol

James Webb encontra possível planeta em estrela “gêmea” mais próxima do Sol

Localizada a pouco mais de quatro anos-luz do Sistema Solar, Proxima Centauri é uma anã vermelha conhecida como a estrela mais próxima do Sol. Ela faz parte de um sistema estelar triplo, junto de duas estrelas maiores parecidas com a nossa: Alpha Centauri A e Alpha Centauri B.

Alpha Centauri A e B orbitam uma à outra bem de perto, enquanto Proxima Centauri gira ao redor desse par a uma distância bem maior. Juntas, elas formam o sistema Alpha Centauri. 

De acordo com o guia de observação astronômica EarthSky.org, a anã vermelha possui três planetas confirmados em sua órbita: Proxima b, Proxima c e Proxima d, que, por enquanto, são os exoplanetas mais próximos da Terra. Nos últimos anos, astrônomos observaram sinais que poderiam indicar a presença de planetas em Alpha Centauri A e B, sem confirmação – no entanto, novas observações do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, podem mudar esse cenário.

Medições feitas com o observatório mais poderoso da atualidade reforçam a possibilidade de Alpha Centauri A (que, segundo a NASA, é considerada “gêmea” do Sol) abrigar ao menos um planeta em sua órbita – um gigante gasoso com massa semelhante à de Saturno, situado na chamada zona habitável da estrela, onde as condições são favoráveis à existência de água em estado líquido. Embora não seja um planeta rochoso, como a Terra, sua descoberta representa um avanço importante na busca por mundos fora do Sistema Solar.

Ele foi detectado com o uso do MIRI (sigla em inglês para “Instrumento Médio Infravermelho”) do Webb, que possui uma máscara coronográfica capaz de bloquear a luz da estrela para revelar objetos mais fracos no entorno. 

O maior desafio foi eliminar também o brilho da parceira Alpha Centauri B. No entanto, os cientistas conseguiram subtrair a luz das duas estrelas e identificar um sinal muito fraco, mas consistente, que pode indicar a presença de um planeta. 

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