
O telescópio espacial James Webb, da NASA, descobriu vapor d’água no exoplaneta rochoso conhecido como GJ 486 b. Embora esse fenômeno já tivesse sido visto em exoplanetas gasosos antes, até hoje ele não tinha sido detectado em nenhum exoplaneta rochoso – e isso é importante para determinar se existe um astro do tipo com atmosfera.
Ainda assim, a equipe responsável pelo achado adverte que a água observa pode estar localizada na estrela na qual orbita o planeta, e não nele próprio.
Nós vemos um sinal, e quase certamente é devido à água. Mas ainda não podemos dizer se essa água faz parte da atmosfera do planeta, o que significa que o planeta tem uma atmosfera, ou se estamos apenas vendo uma assinatura de água vinda da estrela.
Caso a água não seja do exoplaneta, uma explicação plausível é que ela seja da estrela. Isso porque pode existir vapor d’água em manchas solares, já que elas são muito mais frias do que a superfície da estrela. Como a estrela hospedeira do GJ 486 b é muito mais fria do que o Sol, então, é possível que ainda mais vapor d’água se concentre em suas manchas solares. Dessa forma, o vapor criaria um sinal que pareceria uma atmosfera planetária.
Acredita-se que a maior parte dos planetas rochosos esteja orbitando estrelas anãs vermelhas. Como elas são frias, para que um planeta consiga se manter quente o suficiente para hospedar água líquida, ele deve ficar bem próximo a essa estrela.
Além disso, as estrelas anãs vermelhas são ativas, principalmente quando são jovens. Isso faz com que elas liberem radiação ultravioleta e raios-X que podem destruir atmosferas planetárias.
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