Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de junho de 2024 · 2 min de leitura ·

James Webb flagra comportamento nunca antes visto em uma estrela

James Webb flagra comportamento nunca antes visto em uma estrela

Astrônomos revelaram mais uma descoberta impressionante feita pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA. Ele capturou uma imagem da Nebulosa de Serpens, localizada a cerca de 1.300 anos-luz da Terra, revelando um fenômeno até então apenas teorizado: os “fluxos protoestelares”, jatos de gás que saem de uma estrela recém-nascida.

Esses fluxos já foram observados antes, mas nunca de forma tão organizada como na imagem do JWST. Em um comunicado, a agência descreve esses fluxos alinhados como “granizo caindo durante uma tempestade”. 

Klaus Pontoppidan, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, explicou que, ao colapsar, as nuvens que formam estrelas tendem a girar na mesma direção. “Essas estruturas alinhadas são um registro histórico da maneira como as estrelas nascem”.

E por que isso nunca havia sido visto antes? A resposta está no alinhamento perfeito necessário para a observação. Joel Green, do Instituto de Ciência dos Telescópios Espaciais (STScI), comentou que essa região da Nebulosa de Serpens só pode ser observada claramente com o JWST. 

Green é o autor principal de um novo estudo sobre esses fluxos. Segundo ele, agora é possível capturar imagens dessas estrelas jovens e seus fluxos, que antes apareciam apenas como bolhas ou eram invisíveis devido à poeira ao redor.

Essa descoberta é mais um exemplo do incrível poder de imagem do Webb. A foto da Nebulosa de Serpens é a primeira de uma série dedicada ao estudo de berçários estelares. Mais adiante, o observatório usará seu Espectrógrafo de Infravermelho Próximo (NIRSpec) para analisar a composição química da nebulosa.

Compartilhe