
Pesquisadores usando o telescópio espacial James Webb detectaram evidências de nanocristais de quartzo nas nuvens de alta altitude de WASP-17 b, exoplaneta do tipo Júpiter quente a 1,3 mil anos-luz da Terra.
Essa detecção foi possível com o Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) do Webb. É a primeira vez que partículas de sílica (SiO₂) foram encontradas em atmosfera exoplanetária.
Os cristais de quartzo têm apenas cerca de dez nanômetros de diâmetro, tão pequenos que dez mil deles poderiam caber lado a lado em um fio de cabelo humano. Sua composição de sílica pura e seu tamanho foram relatados em artigo publicado no Astrophysical Journal Letters em 16 de outubro.
Sabemos que há silicato a partir dos dados do MIRI, do Webb, sozinhos, mas precisamos das observações na luz visível e no infravermelho próximo, do Hubble, para ter contexto e saber o quão grande são os cristais.
A capacidade única do Webb de medir os efeitos extremamente sutis desses cristais na luz das estrelas, e de distância superior a 11,2 trilhões de quilômetros, está fornecendo informações cruciais sobre a composição de atmosferas de exoplanetas e novas perspectivas sobre seu clima. Os resultados deste estudo são significativos para a compreensão de como as nuvens de exoplanetas se formam e evoluem.
A quantidade de quartzo exata e a abrangência das nuvens são difíceis de determinar, mas a equipe quer fazer exatamente isso combinando as observações do WASP-17 b com outras do sistema pelo James Webb.
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