
O Telescópio Espacial James Webb refez a imagem de um local do espaço que abriga galáxias dos primórdios do universo, uma das capturas mais famosas do seu antecessor, o Telescópio Espacial Hubble.
A região do espaço capturada pelo James Webb está localizada na constelação austral de Fornax (a Fornalha), e é conhecida como Campo Ultra Profundo do Hubble (HUDF). Ela abriga cerca de 10 mil galáxias que surgiram apenas 800 milhões de anos depois do Big Bang.
Em 2003, quando o Hubble direcionou seus sensores para o mesmo canto do universo, foram as imagens de galáxias mais distantes que já haviam sido realizadas. Os responsáveis pelo telescópio na época chegaram até mesmo a dizer que o recorde era impossível de ser superado, até o Webb chegar e acabar com tudo.
Na imagem publicada na quinta-feira, 13, o JWST conseguiu ver o HUDF em profundidades semelhantes a do Hubble mas apenas com um décimo do tempo de exposição do seu antecessor. Enquanto o Hubble levou 11,3 dias para conseguir capturar as luzes fracas e distantes das galáxias, o James Webb o fez com apenas 20 horas, além de mostrar galáxias jovens que não haviam sido observadas antes.
O fato de vermos gás quente e ionizado nos diz exatamente onde as estrelas estão nascendo nessas galáxias. Agora podemos separar essas áreas de onde já existiam estrelas. Essa informação é muito importante porque, bilhões de anos depois, não sabemos exatamente como as galáxias se tornaram como são hoje.
A imagem foi feita pelo sensor de ondas de infravermelho Near-Infrared Camera (NIRCam) do James Webb e tem ajudado os cientistas a entender o início do universo. Esse período em que as primeiras estrelas e galáxias surgiram era conhecido como era de reionização.
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