Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

James Webb revela poeira cósmica de estrelas em colapso

James Webb revela poeira cósmica de estrelas em colapso

Pesquisadores utilizaram imagens do Telescópio James Webb (JWST) para estudar a poeira cósmica ao redor de estrelas em seus momentos finais. Essa descoberta pode revelar a origem dos “ingredientes” primordiais que dão origem a novos astros.

A equipe busca entender de onde veio e qual a composição da poeira cósmica, componente essencial para a formação dos corpos espaciais. Para isso, esses cientistas estudam uma classe rara de estrelas envelhecidas e extremamente quentes, conhecidas como Wolf-Rayet (WR).

As WR são estrelas massivas que perderam o hidrogênio em sua camada externa e fundem hélio em seu núcleo, o que significa que estão próximas do final de seu ciclo de vida. Quando esse processo chega ao fim, explodem em supernovas, espalhando seus elementos químicos por toda a galáxia.

Após a morte, esses astros liberam ventos estelares que, quando próximos a uma segunda estrela massiva, colidem e se condensam em conchas de poeira de carbono. Antes das novas observações, esse fenômeno havia sido registrado apenas em um único sistema: a estrela WR-140.

Imagens captadas pelo James Webb mudaram a situação: a equipe observou quatro outros sistemas Wolf-Rayet com camadas de poeira visíveis ao redor. As descobertas resultaram em um estudo publicado no The Astrophysical Journal em julho deste ano.

“Não só descobrimos que a poeira nesses sistemas tem vida longa e está se espalhando pelo espaço, como também descobrimos que isso não é exclusivo de apenas um sistema”, disse o Dr. Noel Richardson, professor associado de Física e Astronomia na Universidade Aeronáutica Embry-Riddle, em um comunicado.

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