Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Japão: por que terremoto de magnitude 6,8 não foi como os outros

Japão: por que terremoto de magnitude 6,8 não foi como os outros

Um forte terremoto atingiu o sudoeste do Japão nesta terça-feira (28), provocando o desabamento parcial de um shopping center, danos ao histórico Castelo de Kumamoto e a evacuação de mais de 150 mil pessoas para abrigos temporários.

O tremor ocorreu às 4h27 (horário de Brasília), próximo à cidade de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sul do Japão. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) calculou a magnitude do terremoto em 6,8, enquanto a Agência Meteorológica do Japão estimou magnitude 7,1.

De acordo com o USGS, a diferença ocorre porque as duas instituições utilizam métodos distintos para medir terremotos.

A agência japonesa emprega a chamada magnitude local, que mede a intensidade da vibração do solo nas proximidades do epicentro. Já o USGS utiliza a magnitude de momento, baseada no tamanho físico da ruptura da falha geológica e considerada mais precisa para grandes terremotos, já que a escala local perde precisão em eventos de maior porte.

Segundo o órgão estadunidense, cada método captura características diferentes do terremoto: a magnitude local reflete a intensidade do tremor próximo ao epicentro, enquanto a magnitude de momento representa a quantidade total de energia liberada pela ruptura.

O terremoto causou danos em diferentes pontos da região. Milhares de residências ficaram sem energia elétrica e diversas estradas sofreram deformações devido ao forte abalo sísmico.

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