
Pesquisadores estão analisando uma série de artefatos associados a um antigo jogo de tabuleiro datado de cerca de 2000 a.C. Segundo eles, este é um dos objetos do tipo mais antigos já encontrados e pode revelar pistas de como os humanos interagiam há milhares de anos.
Em estudo publicado no European Journal of Archaeology, os pesquisadores concluíram que os artefatos do Azerbaijão provavelmente foram usados por pastores de gado e até por pessoas da elite do período. Por isso, a equipe afirmou que os jogos antigos eram uma excelente maneira de forjar laços sociais.
Em certos momentos da antiguidade, jogos específicos eram populares regionalmente, sugerindo que eles ajudavam a conectar culturas que interagiam regularmente umas com as outras. É o caso do “58 buracos”, que provavelmente serviu a esse propósito no segundo milênio antes de Cristo no Egito e no sudoeste da Ásia, uma vez que era o único jogo em toda a região.
De acordo com o trabalho, “a rápida disseminação deste jogo atesta a capacidade dos jogos de atuar como lubrificantes sociais, facilitando as interações através das fronteiras sociais”.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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