Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de novembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Lado oculto da Lua teve vulcões ativos por mais de 1,4 bilhão de anos, diz estudo

Lado oculto da Lua teve vulcões ativos por mais de 1,4 bilhão de anos, diz estudo

O lado oculto da Lua, frequentemente chamado de “lado escuro”, revelou detalhes surpreendentes sobre sua história vulcânica graças às amostras coletadas pela missão chinesa Chang’e-6. As descobertas indicam que a atividade vulcânica nessa região da Lua persistiu por pelo menos 1,4 bilhão de anos.

A Chang’e-6 é a única missão que conseguiu trazer materiais do lado oculto da Lua, retornando com quase 2 quilos de solo e rochas lunares. Entre as amostras, os cientistas identificaram fragmentos de basalto com 4,2 bilhões de anos de idade, tornando-os os mais antigos já medidos com precisão. Esses achados são cruciais para entender a dicotomia geológica entre os dois hemisférios da Lua.

As descobertas, publicadas nas revistas Nature e Science, trazem novas perspectivas sobre o passado vulcânico da Lua e abrem caminho para futuras explorações.

O lado visível da Lua é dominado por planícies escuras de basalto conhecidas como maria, enquanto o lado oculto é densamente craterado e carece de características vulcânicas semelhantes. Essa dicotomia entre os hemisférios também se reflete em diferenças na espessura da crosta e na concentração de elementos como tório. Cientistas acreditam que desvendar a história vulcânica do lado oculto é essencial para entender essas discrepâncias.

O professor Yi-Gang Xu, do Instituto de Geoquímica de Guangzhou, destacou em um comunicado a relevância da pesquisa. “As amostras trazidas pela Chang’e-6 oferecem a melhor oportunidade para investigar a dicotomia global da Lua.”

Esse é um estudo incrivelmente empolgante, com imensa importância para a comunidade científica lunar e planetária.

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