Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de abril de 2025 · 1 min de leitura ·

‘Lago Atômico’ revela segredos dos testes nucleares da União Soviética

'Lago Atômico' revela segredos dos testes nucleares da União Soviética

No nordeste do Cazaquistão, próximo à cidade de Semey, repousa um lago com um legado perigoso: o Lago Chagan, também conhecido pelo apelido de “Lago Atômico”.

Formado pela força colossal de uma explosão nuclear soviética em 1965, este corpo d’água serve como um lembrete sombrio do poder destrutivo e das consequências permanentes dos testes nucleares.

A cratera que hoje abriga o Lago Chagan, com seus imponentes 100 metros de profundidade e 400 metros de largura, é o resultado direto de um experimento nuclear conduzido pela União Soviética.

A vasta área serviu por quatro décadas como o principal campo de testes nucleares da URSS, palco para um total de 456 detonações, sendo 116 delas realizadas na superfície e 340 no subsolo.

O marco inicial desta era nuclear para os soviéticos ocorreu em 29 de agosto de 1949, com a detonação da sua primeira bomba atômica, a RDS-1, no próprio Local de Testes Nucleares de Semipalatinsk, apelidado de “O Polígono”.

Este evento demonstrou o avanço tecnológico da União Soviética, rompendo o monopólio nuclear americano, e também acendeu a temida corrida armamentista que moldou a Guerra Fria. Ao longo dos anos seguintes, uma variedade de armamentos foi testada em Semipalatinsk, desde dispositivos de fissão até as devastadoras bombas termonucleares.

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