
A startup brasileira Future Cow quer produzir leite sem necessitar de vacas. O método alternativo se baseia na fermentação de precisão, que cria a proteína de leite com o mesmo sabor e textura, mas sem nenhum impacto animal.
Com apoio da Fapesp, o processo será apresentado na feira internacional VivaTech, evento que reúne startups na Europa, entre 11 e 14 de junho em Paris (França), em um estande da Universidade de São Paulo (USP).
A ideia é atrair investidores para o negócio, que, segundo a foodtech, pode ser até 50% mais barato do que técnicas convencionais com vacas em produção de escala industrial.
A empresa explica que 88% do leite de vaca é apenas água, sem nenhum valor comercial. Apenas 3% são proteínas, como caseína, amplamente utilizada na produção de queijos e iogurtes, e whey, popular no mercado de suplementos alimentares.
Com fermentação de precisão, é possível produzir a proteína do leite idêntica em apenas 72 horas, com redução de até 97% das emissões de CO², 99% do consumo de água e até 60% da energia, de acordo com a Future Cow.
Segundo a Agência Fapesp, a startup está testando o escalonamento do processo em um ambiente de fábrica a partir de uma cepa já funcional com foco em whey e caseína. O objetivo é aumentar o rendimento da produção e iniciar a comercialização em 2026.
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