
A análise de um esqueleto neandertal desenterrado na França revelou que o indivíduo pertencia a uma linhagem não descrita anteriormente. Este grupo teria se separado de outros neandertais há cerca de 100 mil anos, vivendo de forma isolada por um grande período de tempo.
Para marcar seu significado, os pesquisadores chamaram o misterioso neandertal de “Thorin” em homenagem a um personagem do universo de J. R. R. Tolkien. Segundo eles, Thorin em O Hobbit é um dos últimos reis anões sob a montanha e o último de sua linhagem, enquanto Thorin, o neandertal, também representa o fim de uma linhagem.
As análises ainda confirmaram que o indivíduo vivia em um clima muito frio, tornando-o um neandertal tardio. Por razões que permanecem obscuras, no entanto, Thorin e sua população simplesmente não se misturaram com a população em geral.
O mais curioso é que este grupo vivia muito próximo de outras comunidades neandertais. No entanto, elas teriam coexistido enquanto se ignoravam completamente. Os cientistas afirmam que seria quase inimaginável para o Homo sapiens manter esse nível de separação, mas talvez os neandertais não pensassem como nós.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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