Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · há 2 dias · 2 min de leitura ·

Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?

Lixo radioativo está abandonado no fundo do Atlântico há décadas; ele chegou à vida marinha?

Entre 1949 e 1982, mais de 200 mil barris com lixo radioativo foram despejados no Oceano Atlântico. Por anos, sua localização e condição eram desconhecidas até que investigações feitas pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) identificaram 3.355 desses barris. Dentro deles, foram encontrados radionuclídeos como cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241 em contato com a vida marinha.

A pesquisa faz parte do projeto NODSSUM do CNRS. Uma primeira missão, realizada em junho de 2025, identificou e mapeou os barris no local onde foram despejados. E em maio de 2026, os pesquisadores retornaram à região para aprofundar a análise.

Após encontrar os barris ao nordeste do Oceano Atlântico, o maior objetivo era entender as condições em que os recipientes se encontravam. 

A mais de 4.700 metros de profundidade, os pesquisadores identificaram os barris em diferentes situações. Alguns apresentavam forte deterioração, enquanto outros já haviam “vazado” no fundo do oceano.

Os mergulhos foram feitos com uma espécie de submarino que foi apelidado pelo grupo como “Nautilus”. O nome faz referência ao veículo marinho usado pelo Capitão Nemo nos romances “Vinte Mil Léguas Submarinas” (1870) e “A Ilha Misteriosa” (1875) de Júlio Verne.

Após a chegada ao local, os cientistas analisaram os resíduos e detectaram a presença de radionuclídeos. Segundo Javier Escartín, diretor de pesquisa em geologia marinha do CNRS, que participou da missão, foram identificados cobalto-60, nióbio-94, césio-137 e amerício-241.

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